Por Equipe Pegcar - 19/03/2015

Eram 7 horas da noite de uma terça-feira e lá estávamos nós, sentados com pouco mais de uma dúzia de pessoas na Subprefeitura de Pinheiros, aguardando o início de uma das audiências públicas organizadas pela Prefeitura de São Paulo para discutir o Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob/SP).

Vamos explicar

O governo federal aprovou uma lei em janeiro de 2012 que estabeleceu a Política Nacional de Mobilidade
Urbana (PNMU)
. De acordo com essa lei, todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um plano de mobilidade urbana, a ser entregue até abril desse ano.

O plano deve priorizar medidas que favoreçam o uso do transporte público e de transportes não motorizados, tais como construção de corredores de ônibus, desenvolvimento de ciclovias e melhorias para a circulação de pedestres. Os municípios que não o apresentarem até a data estipulada ficarão impedidos de captar recursos do governo federal para investimentos em transporte.

Um pouco além do nosso evento

O evento foi conduzido por representantes da SPTrans e da CET, onde foram levantados temas como o ônibus da madrugada, reorganização e ampliação das linhas de ônibus, dobrar a quantidade de ciclovias, enterramento dos fios elétricos para aumentar o espaço de circulação nas calçadas e diminuição da velocidade permitida nas vias de trânsito. Como era de se esperar (e não poderia ser de outra forma), o PlanMob/SP segue à risca as determinações da política nacional.

Agora será mesmo que não poderia ser de outra forma? Em um relatório recente publicado pela Arup (uma consultoria multinacional de engenharia), denominado Future of Highways (Rodovias do Futuro), defende-se que as megacidades deveriam adotar mudanças substanciais na infraestrutura de transportes que possibilitem
a viabilização de uma mobilidade intermodal integrada, de modo a evitar o agravamento do cenário atual.

A ideia por trás do conceito é bem simples: propõem-se a integração de diversos modais de transporte, todos de fácil acesso. Com isso, um trajeto de casa para o trabalho, por exemplo, poderá envolver uma bicicleta alugada, um metrô e um carro compartilhado. Portanto, as diversas opções de locomoção serviriam como uma válvula de escape para o transporte público, o qual já vem operando em sua capacidade máxima nos períodos de pico.

Veja, nosso intuito aqui não é criticar o plano que está em pauta. As discussões sendo promovidas em torno da mobilidade urbana já mostram um grande avanço. Além disso, a priorização que está sendo dada ao transporte público de fato faz sentido, especialmente por ser um transporte de massa.

No entanto, em uma megacidade como São Paulo, onde mais de 4 milhões de pessoas se locomovem de carro diariamente, o plano de mobilidade deveria abordar mudanças mais profundas para alcançar um resultado positivo no longo prazo.

Analisando friamente, a integração intermodal mencionada acima não é algo que será colocada em prática da noite para o dia, mas através de alianças com parceiros estratégicos privados, pode sim ser viabilizada. Resta saber se a Prefeitura de São Paulo está realmente engajada em resolver sua mobilidade urbana ou se a preocupação é meramente cumprir com a lei para continuar captando recursos do governo federal.

Esperamos que a resposta seja a primeira opção. Nossa cidade agradece.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre o PlanMob/SP, clique aqui.

Equipe Pegcar

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